Chica da Semana #92: Carol Candido é rainha da criatividade, da produção de conteúdo e das letras

A nossa #chicadasemana é essa mulher lindona aí das fotos sim, e por trás do rostinho bonito tem muito conteúdo e criatividade.

Fale um pouco sobre você para as chicas, Carol.

Meu nome é Carolina Candido, tenho 31 anos. Falando sobre minha profissão. são muitas coisas, hahaha. A melhor definição seria criadora de conteúdo, já que sou redatora de artigos, crio conteúdo para o Instagram, dou mentoria de Instagram e edito vídeos. Eu sou de São Paulo e atualmente moro em Lisboa, mas antes disso morei em Dublin, na Irlanda, e em Genova, na Itália. Sou formada em Letras e faço mestrado em Tradução. Sempre fui péssima com números, mas ao mesmo tempo tenho uma natureza muito curiosa, então gosto de fuçar tudo, até entender o funcionamento das coisas. Foi assim que comecei a me apaixonar por tecnologia, edição de vídeos e redes sociais de forma geral, o que mudou completamente o rumo do que eu pensava em trabalhar, que era a própria tradução.

Você é a rainha do conteúdo do Instagram mesmo, a gente sabe, e você parece se dedicar muito a isso. Então conta aqui para todo mundo saber: o que as pessoas podem esperar de conteúdo ao seguir o seu perfil?


Hahaha, obrigada por esse título. O meu nicho principal no Instagram é a criatividade em todas as suas vertentes. Eu uso a criatividade para ajudar as pessoas a explorarem formas diferentes de passarem o conteúdo em suas redes sociais, ajudando a entendê-las melhor as ferramentas para criar stories que vão chamar a atenção de seus seguidores e a perder o medo de criar conteúdo. Muita gente tem vontade de postar conteúdo diferente, mas não sabe por onde começar, tem medo ou vergonha. Eu busco fazer com que as pessoas entendam que todo mundo tem algo para dizer e ajudo a descomplicar o funcionamento das ferramentas do Instagram de forma geral.


Em meio a essa pandemia, a conversa sobre conteúdo tem bombado, até porque tem influencer passando vergonha e mostrando que não tem nada de bom a acrescentar. Ao mesmo tempo, tem um monte de gente com públicos menores mostrando que a internet pode ser incrível, né?


Eu acredito que os tempos mudaram bastante para quem quer ser influenciador. Antes, essa coisa de trabalhar com a internet, ser YouTuber, instagrammer ou tik toker era muito nova, ninguém entendia direito. Hoje já se sabe que não somente é uma profissão, mas pode ser muito lucrativa. Por isso, ela passou a ser profissionalizada e as pessoas buscam entender melhor como elas funcionam. Então esses influenciadores que surgiram por inércia estão perdendo espaço porque as pessoas percebem que eles são vazios de conteúdo.


Você pode falar um pouco sobre como foi para você esse início de construir um público no Instagram?


No meu caso, eu até pensava em trabalhar com instagram, mas não me dedicava, postava uma besteira aqui e ali e dava dicas de vez em quando. De repente, alguns amigos começaram a pedir tutoriais dos vídeos que eu fazia. Perguntar pelos apps que eu usava. Questionar sobre certas ferramentas da rede. Então, percebi que aquilo podia ser uma coisa séria e que eu só precisava me dedicar. Fui criando vinhetas, planejando conteúdo, construindo autoridade na área, aprendendo a falar e me posicionar. Estudei a ferramenta de cabo a rabo e fiz cursos de marketing digital. Aí, a coisa começou a crescer e me dar um retorno de público e financeiro.


Quanto tempo demorou e quanto esforço na prática você colocou até sentir que chegou num lugar legal? E ah: conta para a gente como funciona uma mentoria com você?


Eu ganhei cerca de 9 mil seguidores em seis meses, mas porque eu postava todo santo dia, dava dicas, gerava conteúdo de qualidade e interagia com aqueles que me seguiam.

Quando falo em retorno, eu quero dizer as mentorias que faço. Por ter tido essa jornada de aprendizado da rede social, eu entendi que eu poderia ajudar mais pessoas.


Na minha mentoria, eu analiso a rede social da cliente para entender o que não está funcionando e, então, fazemos um planejamento de conteúdo dedicado a aumentar o engajamento e crescer a rede de forma orgânica. Tem acompanhamento via skype e WhatsApp, é tudo bem arrumadinho pra pessoa poder tirar dúvidas, e também faço materiais de apoio com explicações.



E como você lidou com o fato de mudar de rumo profissional? Acho que isso é uma questão pra muita gente também... sentir que precisa seguir o rumo que começou lá trás. Você equilibra as duas coisas atualmente? Pensa em seguir assim?


Eu na verdade ainda estou terminando o meu mestrado, então mesmo que não esteja ligada profissionalmente à área de tradução, estou trabalhando na tese (ou deveria estar), então leio muito sobre o assunto. Há dias em que penso que deveria voltar a me dedicar mais a ter trabalhos como tradutora, mas a verdade é que essa porta não está completamente fechada caso eu queira voltar.

Eu gosto de trabalhar na área de comunicação e criação de conteúdo e vejo muito potencial nela, então a minha estratégia é focar no meu crescimento nisso que tem sido meu maior interesse e, por enquanto, deixei um pouco de lado a tradução enquanto profissão, ainda que seja algo que eu também ame. Pode ser que mais pra frente eu volte a fazer ambos, mas para isso ou eu teria que adicionar muito mais horas no meu dia, ou crescer o suficiente para poder ter alguém trabalhando comigo e me dedicar a mais coisas. Na verdade, meu plano ideal é juntar as duas áreas, já que a tradução está presente em absolutamente tudo, principalmente nos dias de hoje.

De qualquer modo, eu vou terminar meu mestrado porque sei que minha família tem muito orgulho disso. Serei a primeira a ter título de mestre e me sinto realizada.


Muito massa, Carol! Como você sabe, nosso país está caótico e nas mãos de um louco. Sua família mora no Brasil? Como tem sido a quarentena para você e eles? O que você tem feito de bom que recomenda para as pessoas nesse momento?


Minha família mora toda no Brasil. estamos todos em casa. A quarentena tem sido revezamento de trabalho, netflix, café e figurinhas do whatsapp, rs. Eu recomendo encontrar o equilíbrio entre se manter informado e manter a saúde mental. Escolhe uma hora do dia pra ler notícias, mais pro fim da tarde, pra se atualizar do que tá acontecendo sem pirar... E ah: fora Bolsonaro.




O que você mais gosta sobre morar fora? E que lugar foi o mais incrível pra você? E ah: o que mais sente falta do Brasil, além das pessoas?


Eu adoro a vida em Lisboa porque acho que ela é mais leve do que a vida que eu levava em São Paulo. Não sei explicar direito, tem gente que é picado pelo bichinho de morar fora e adora, e eu sou uma dessas pessoas. Eu moro com meu namorado aqui, estamos juntos há 11 anos e gostamos muito de estar aqui. Claro que segurança e qualidade de vida pesam demais, e eu encontro muito disso aqui. Também é mais fácil e mais barato para viajar, o que é algo que me agrada muito.


Em relação ao lugar que mais gosto, é bizarro, mas tem uma cidadezinha na Itália que chama Camogli (foto acima), que eu digo que é meu lugar favorito no mundo. É uma cidade pequena e litorânea com uma paisagem linda, mas o que me encanta é que foi ali que eu consegui, pela primeira vez, não pensar em nada. Eu penso demais, sempre tô planejando algo, martelando meu cérebro. Tem dias que é estressante. Mas ali foi uma das primeiras vezes que me lembro de sentir um vazio completo e positivo. Isso ficou muito marcado pra mim.


De longe o que mais me faz falta é a comida brasileira, que é uma das melhores do mundo. Coxinha com catupiry deveria ganhar o Nobel da Paz.


Para finalizar, vamos ao nosso bate-bola:


Manhãs ou noites?

Manhãs para criar, noites para pirar hahah


Alguma música que não consegue parar de ouvir?

Qualquer coisa da Rihanna, ela é minha musa. E esquadros, da Adriana Calcanhotto


Bebida favorita?

Café.


Série ou filme que ama?

De série, Friends e Black Mirror. De filme, O fabuloso destino de Amélie Poulain.


Está lendo algum livro no momento ou quer nos contar um título que te marcou muito?

Estou lendo o processo, do Franz Kafka, e estou amando, mas sempre digo que o livro da minha vida é 1984, do George Orwell.


Algum conselho ou frase que é como um mantra para você?

Ultimamente tem sido “feito é melhor do que perfeito”.